domingo, 13 de fevereiro de 2011

Que parvo que eu sou!


Sou daquela geração dos sem ocupação
Vestem Boss e Armani e fazem um figurão
Que parvo que eu sou
Porque fui ingénuo e matei-me a estudar
Se bastava a política para me sustentar
Que parvo que eu sou
E fico a pensar
Que povo tão parvo
Onde se tornou hábito o comer e calar




Sou da geração dos "colarinhos brancos"
De políticos full-time e gestores de bancos
Que parvo que eu sou
Bastava ter um amigo ou um familiar
Que arranjasse um "tacho" para eu ocupar
Que parvo que eu sou
E fico a pensar
Que povo tão parvo
Onde para ter "canudo" nem é preciso estudar



Sou da geração que aparece na televisão
Sempre a dizer que querem o bem da Nação
Que parvo que eu sou
Que ainda acredito que a crise tem solução
Mas isso não passa de uma mera ilusão
E parvo não sou
E fico a pensar
Que povo tão parvo
Quão mais tempo esperamos por uma Revolução?


*Letra baseada na canção dos Deolinda "Que parva que eu sou"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Solidariedade é preciso.

Não me abandone agora
( pedido de André Vilas Boas a Pinto da Costa)





Letra: Luís Afonso (Inspirada na letra de P.Abrunhosa "Não desistas de mim")

Música: Pedro Abrunhosa



Fechei-me na sala consigo
Assinei contrato com aperto de mão
E agora neste gabinete vazio
Não sei como os adeptos me tratarão
Mas sinto que vou ser feliz


Sei que tem uma espinha encravada
Desconhece como não destruiu o Roberto
Tanta a história inventada e estampada
E afinal o "galinheiro" ficou deserto
Sei que houve um tempo em que nós dois
Fomos alegres e intímos companheiros
Mas alguns empates e duas derrotas depois
Somos apenas na Liga os primeiros


Não desista de mim
Não me abandone agora
Não desista de mim
A Liga ainda demora


Ainda sei como se sente
Todo esse rancor e desencanto
Estar no camarote imponente
Mas com uma cara de espanto


Já não tenho mais trunfos
Fugiram-me entre os dedos
As duas taças banais
Já não vão para o museu
Fugiram para os rivais
Mas oiça o que lhe digo eu


Não desista de mim
Não me abandone agora
Não desista de mim
A Liga ainda demora


E não desista de mim

Não me abandone agora...
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Dê-me um abraço
(Pedido de Vilas Boas a Pinto da Costa)


Dê-me um abraço bem apertado
Dedicado, mas que entretanto
Seja forte e me tire deste pranto
Para onde fui atirado.


Dê-me um abraço, fique por perto
Fui xico-esperto, eu sei, não mo diga
Já não ganho mais nada, talvez só a Liga
(Mas nem isso é certo).


Já perdi, já não estou invicto,
E convicto, (embora com embaraço)
Digo para si:
Fique por perto,
Dê-me um abraço.


Dê-me um abraço, sem me magoar,
Comigo a pensar, sem me iludir,
Que estou certo, vai-me despedir
Se eu nada ganhar.


É nesse abraço que eu procuro
Um seguro, um espaço que me proteja,
Pois nem o Desportivo de Beja,
Treinarei no futuro.


Já perdi, já não estou invicto,
E convicto, (embora com embaraço)
Digo para si:
Fique por perto
Dê-me um abraço.



Letra: Luís Afonso (Baseada na letra de Miguel Gameiro "Dá-me um Abraço")


Música: Miguel Gameiro



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